terça-feira, setembro 27, 2005

O Sentido de Te Amar!

“ O Amor é algo como as nuvens que estavam no céu antes de romper o sol. Não é possível tocar as nuvens, sabes disso; porém, sentes a chuva e conheces a alegria das flores e da terra sequiosa ao recebê-la, depois de um dia quente. Assim, também no amor não podes tocar; mas sentes a doçura que derrama sobre todas as coisas.”
Annie Sullivan.



Por vezes encontramos prisões que nos jogam em celas de desesperos, mágoas, angústias. São pessoas que nos marcam no fundo pelo seu íntimo negativo, oposto à nossa direcção, que nos encanta como flauta de serpente amaldiçoada. Pensamos que podemos construir castelos sobre as nuvens, mas de repente sentimos que o céu sempre esteve crispado por tempestades. E depois encostamos o corpo à parede do sofrimento, onde choramos as lágrimas doridas pela dor de um encontro diluído nas lamacentas recordações do passado. Somos moribundos que vagueiam pelas esquinas do vazio silêncio do tempo. Sofremos a ira do ódio absoluto. E pensamos que a felicidade é um projecto de uma pequena comunidade de sonhadores utópicos.
Mas na brisa da manhã escutamos a força do vento, que nos sussurra coragens heróicas, e onde nos sentimos com forças de enfrentarmos o futuro do amanhã com um sorriso, magoados pelo ontem, mas com o intuito de hoje sermos diferentes. Mas pensamos que o agora é composto pelo quadro da nossa solidão, da estatização de nós próprios, pois pensamos que assim nunca sofreremos. A felicidade, essa é a miragem dos pobres, a realidade dos afortunados, mas não desejamos a inveja, apenas a paz no leve sossego de estarmos parados num tempo que se desloca em direcção ao nosso fim.
Anjos? Será que existem Anjos? Será que temos junto a nós um anjo que nos protege, que nos guia pelas ruas mais claras, que nos desvia dos buracos que se esboçam no nosso caminho. Penso por vezes que não. Sinto que os anjos não são um espírito andante, que vagueia pelos ínfimos deste nosso mundo, mas sim, acho que os anjos são pessoas em que tropeçamos na vida, e que trazem consigo a magia de fazerem milagres em nossas vidas.
Eu estive enclausurado, com total respeito por quem me fechou, pois apenas se distingue na vida pela prisão da fachada de se viver superficialmente. Tive uma oportunidade de me sentir livre, mas como que cegamente, quase me enrolei em novas correntes de clausura, num sonho deturpado pela imensidão da mentira. Sofri duplamente, caminhando sobre os espinhos áridos do sofrimento. Consegui emergir desse fosso, e soltei-me na imensa pradaria dos medos, receios conjuntos pelo passado e pelo futuro. Mas sabia que aqui ninguém me podia ferir, estripar-me em peças.
E chegou o Anjo. Chegaste vestida com um sorriso pintado pela simplicidade dos tempos. Olhei-te, visando uma busca inóspita pelo mundo ciberneticamente desenhado em possibilidades duvidosas. Mas tu não eras uma dúvida, mas sim a certeza de alguém que havia batalhado em campos austeros, amargurados pelas tintas da indiferença, do mal amar, da incerteza, do sofrer. Foste qual cavaleira sem espada, mas enroscada em sua armadura sorridente, que muito destruiu, pela força humana de devastares aqueles que pensariam um dia que podia ser teus destinos malditos. És a gladiadora que enfrenta todos os monstros que pairam pelos céus do infortúnio, da desafortunada vida do sofrimento. Mas és o Anjo, és aquela que encorpa umas asas de fada em seu dorso, e cantaste-me melodias doces, sempre com um olhar terno, um toque carinhoso. Despertaste-me a leveza do paraíso, e dentro de mim brotou a nascente e o rio de um amor presente, refrescante pela límpida tranquilidade do conhecimento, envolvente pela cristalina sinceridade absorvente.
Quiseste ser normal, sem que eu te pintasse no quadro dos Deuses, lugar divino para as ninfas que nos inspiram nas passadas da vida. Mas fazes parte dessa moldura especial, pois escreveste em meu leito palavras que tocaram-me bem fundo, e me lançaram nessa aventura pela busca de teu amor.
Mas com o sentimento vieram as escuras marcas dos receios fundamentados em histórias escritas pela tinta do sofrimento. Quis esconder-me por detrás de um muro de medos sem face, de barreiras sem nome. Mas tu continuavas em mim, derrubando todos os obstáculos que se opusessem à paixão que consumia alegremente meu ser.
E arrisquei-me no mar da conquista, desbravando ondas, corrigindo ventos, alisando correntes. E de dia em dia, de noite em noite estou perto de ti, encostando meu barco em teu porto, que o segura em tua doca, serenando meu navegar. Sou marinheiro das tuas águas, desse oceano que banha a beleza da tua alma. E assim eu te amo, minha mulher de grandes batalhas, de grande conquistas, minha bela Raquel, nome do Anjo que segredo aos Deuses, agradecendo-lhes a dávida da tua existência.
Mas hoje, sinto que estou no inicio, na partida deste meu amor, e que preciso de velejar pelos mares fora, ao encontro da nossa felicidade, que acredito ser de nós os dois juntos, e que não pertence aos afortunados, mas sim àqueles que tem a fortuna de acreditar, e eu reencontrei esse tesouro em teus olhos, tua boca, teu corpo, tua alma, teu espírito.
Sei que temes, que derivas nos receios íngremes do teu passado, tens o negro da tua vivência todo pintado em teu ser, mas quero e desejo apagá-lo, não devorando-o em pedaços, mas jogando-o no esquecimento arquivado da tua memória, para que um dia, naquela ilha por nós conquistada possamos olhar o sol que no horizonte de nossos olhares adormece junto a sua amada, a lua, que vem em nosso encontro, para proteger-nos no encanto da noite.
Gostava de ser mágico e de devolver a ti, Raquel, os sonhos de criança. Não sou facultado na ilusão desses truques, mas estou preparado para, junto a teu lado, amando-te imenso, despertar-te todos os sonhos que no passado te adormeceram, quer os de criança, quer os de uma mulher amada, pois é assim o meu sentido de te amar…estar contigo, sempre aqui, a teu lado, amando-te Raquel!

“ Quero amar-te, quero ter teu corpo no meu.
Quero pensar que te deitas a meu lado
Como anjo que protege o sono de minha folhagem.
Quero sentir teus dedos acariciarem meus cabelos
E pensar que estes se deliciam nos segredos de tuas mãos.
Quero ser a terra que pisas, o ar que respiras
Para te envolver no mundo da minha companhia.

És o corpo que se tornou palavra
A narrativa que se transcreve em poesia
És a espessura azul que envolve a minha árvore
És o caminho que percorro na força do meu lutar
E és as sombras que me acoitam do sol que devasta meu passar.
És a presença da água e da luz, do fresco e do calor.

Aqui neste lugar recebo as ondas do teu amor
O corpo que espera viver numa planície
E que tudo respira, que é exacto e puro como o Olimpo.
A tua ondulação embala-me no completo.
Sinto-me nadar no universo do teu corpo liberto.
Agora os tumultos morrem sequiosos no passado.
Agora os medos dormem na cama do esquecimento.
Agora amamo-nos no fulgor desta nossa nascente
Que reconstitui nossas terras submersas
Pelas desilusões da memória.

Quero dizer-te que te amo, apenas que te amo….meu Anjo!”


Para a Raquel e pela Raquel….

6 comentários:

Anónimo disse...

Sentir assim é muito lindo, muito unico...gostava de encontrar um dia um amor assim, um sentir assim, com uma força assim...sempre que aqui venho sinto uma enorme inveja, as minhas desculpas à Raquel, mas é uma inveja de quem deseja ser amada desta forma...mas fico feliz por saber que este amor existe e que alguem, uma mulher, o recebe...zorbaszen, não te conheço, mas tens em teu coração um sentimento tão lindo, tão lindo que até me traz as lágrimas aos olhos sempre que leio estes textos...Felicidades para ti, espero que sejas correspondido da mesma forma, com a mesma intensidade, mas pelas tuas palavras acredito sinceramente que sim, por isso , muitas felicidades aos dois, muitas mesmo, o vosso amor tem uma fã, desconhecida mas já vossa fã.

Anónimo disse...

Há muito que percorro estes sítios e para a Alegria, Tito, Castor, Marta, Zavoluap, Francis, Meireles, Mar, Jasmim e outros anónimos com ou sem referencia de nome quero referenciar que esta Raquel não é mais do que uma pura ilusão do autor zorbaszen tal como foi a Andreia a Cátia ou (Katia pois não entendi bem) e outras mais. O zorbaszen é um verdadeiro platónico pois a verdade é que estas raqueis andreias e demais duram enquanto duram, tudo o resto são filmes. Ou vocês pensam que se fossem verdadeiras suportavam o asfixiamento que o zorbas tenta impor naquilo que escreve. Eu e na minha opinião exclusivamente feminina acho que como mulher ter um homem que me asfixia perante o publico da net com os seus sentimentos são só para agradar ao publico pois aquilo que nos é pessoal só a nós diz respeito e não é necessários demonstra-lo perante o publico e nomeadamente na Internet. Quem é verdadeiro não precisa demonstra-lo.
Zorbas este teu Blog se a personagem Raquel for verdade digo-te que tens o patrocínio da Danone mais precisamente da Danoninho “Falta-te um bocadinho”
Cresce e aparece, e bebe poucos danonhinos pois só te fazem crescer a estupidez e se a Raquel for verdade deixa-a respirar…………………………………………………….
Não te admires se ela te der com os pés…. Já não é novo para ti…. Quanto ao público façam uma pesquisa nos arquivos e assinalem as diferenças

Anónimo disse...

E reparem que para os mais assiduos alguns artigos foram apagados pelo autor. Por acaso tenho um arquivo de todos os textos porque modestia´à parte o zorbas escreve bem quando deixa de ser platónico

Anónimo disse...

A Verdade Anónima
Anónimo:sem nome.Algo como pai incógnito, sem direitos de existência. Que opurtunidade tiveste tu anónima, de partilhar conosco(publico da net)o que te ia na alma!!! E o que partilhaste???
"Quem é verdadeiro não precisa de demonstrá-lo". Que frase tão sábia...anónima lê-a outra vez, porque o sentido da frase escapou-te.
"Zorbaszen estará a tentar demonstrar alguma verdade"... É visível que não,pelo menos no sentido de prova. Mas não estarás tu, anónima, a tentar provar algo, que se consegue imaginar ser muito feio, da forma mais indigna e covarde que é a do anónimato, ou não fosse o anonimato a capa da mentira? A verdade liberta, senhora(?). E será mesmo uma senhora? duvido que o género tenha tão vil existência.
Zorbaszen não é obrigado a partilhar nada com o "público da net" e no entanto fá-lo. O que partilha ele que tenha sido assim tão lesivo para ti anónima? Que tenha sido maior do que o teu nome(porque o escondeste)?...o Amor e a Paixão.

Anónimo disse...

Não pude deixar de vereficar em dois comentários que surgem anónimamente a este ultimo texto. Posso não ser conhecedora do verdadeiro amor, mas gostava de referir que quem ama nunca terá medo de o dizer, de o demonstrar, mesmo que seja em publico ou em privado, mas aqueles que se escondem na mentira, na inveja, no odio, enfim no vazio de verdadeiros sentimentos, ficam cegos quando vem alguem que ama, quando vem que existem dois belos seres que se amam...enfim, parece-me que existe algum ou algo neste mundo, que não tem coragem de dar a cara que nunca foi amado(a), e que se refugia, ele sim, num estupido anónimato de sentimentos, logo total ausência deles...enfim, anónimo, tu é que precisas de Danoninho, pois não é de um bocadinho, precisas é de tudo, inteligência incluida...Zorbaszen, continua, não é nenhum erro social partilhares, ainda para mais em tua casa, sim que recordo que nós, o publico da net, somos teus convidados, respeitamos-te e admiramos-te...o resto é inexistência, e Raquel, se leres este meu comentário, nunca te sintas sufocada com este amor, esta paixão, sufocados sentem-se aqueles que não são amados nem sabem o que isso é.
O meu nome é Rita e não sou anónima.

Anónimo disse...

Eu, de meu nome Raquel, existo e Vivo.
Existo e o sentimento que aqui me expressas é reciproco... sabemos!
Não sobrevivo... Vivo, e Vivo este amor.
ZorbasZen, escreves para mim, leio-te, escuto-te e sinto-te... ahh se te sinto.
Poucas são as pessoas que conseguem dar vida às palavras, dás-lhes movimento e elas dançam para mim.
Ambos sabemos que Amor não sufoca! Sei do que falo.
O ciúme sim, esse sentimento que de honroso nada tem e que muitos teimam em senti-lo e vive-lo.
Escrevo sempre que me dá na Real Gana... e escreverei... para ti, e para todos os que amo.
Sim, sou a Raquel, a tua fiel depositária de sentimento tão nobre e mágico, leia-se o AMOR, porque nunca é demais falar Nele.
Não resisto ao ditame mais forte da minha consciência, que me lembra que dos fracos não reza a história, como Gladiadora que sou e serei, aproveito o ensejo, para te dar um grande bem haja na minha vida.
Hoje e sempre...
Raquel