quarta-feira, setembro 21, 2005

Apenas para te dizer que estou contigo Raquel!

Agora pensei em escrever as letras de uma alegria íntima. Tudo começou por te conhecer, minha doce mulher, por descobrir pelas palavras todos os recantos da enciclopédia de teu ser. Parecia que o sonho se desenhava em meus olhos. A tua voz era para mim algo de inalcançável, a mulher, a esperança de ser feliz, tu eras aquela que tinha em si a alma do poeta, da perfeição. Escrevi-te de várias formas de sentir, com a curiosidade do passageiro ocasional, com o método da amizade crescente, com a paixão do descobridor presente.
Quando estiveste junto de mim, já eras a matéria viva, o corpo, pois a alma já havia atravessado todo o campo humano deste meu mundo de poeta louco, doido de paixões, de um irreal formoso de quadros baseados em contos de sereias, em harmonias de um universo de sonhos, de ilusões de espantar, onde tudo é belo, onde tudo é perfeito. E tu já cá estavas, sem que o teu corpo constitui-se uma arma de conquista. Mas escutei-te dizer que a junção entre a alma e o corpo é fundamental para a unidade de um espírito, e num sorriso reflectido concordei com tuas palavras. Sei que a infelicidade de um encontro corrido podia ser um fim precoce sem início previsto. Mas decidi que devia tomar um caminho, o de englobar em meu mundo, o de te mostrar quem eu era, quem vivia em meu mundo. Senti essa direcção, esse desejo de te mostrar o meu interior. E desde que enveredei por esse caminho, senti-me seduzido pela verdade de te amar, pela sensação de me tornar parte desse teu mundo, tantas vezes infligido pela caprichosa forma de sofrer, mas um mundo de luta, de forte guerreira, dessa gladiadora corajosa, essa mulher pela qual me apaixonei orgulhosamente.
Quero hoje partilhar-te com todos, viver, respirando de ti, escrever para ti, envolver-me nessa tua imagem especial a meus olhos, que me inspira a cada momento que vivo e que me sinto vivo.
A vida nunca faz marcha-atrás. O passado não se pode apagar com o simples passar de uma borracha, qual movimento brusco tantas vezes repetido nas folhas sujas pelo carvão dos lápis. Mas podemos viver e sentir o presente para transformamos o futuro. E eu desejo viver e sentir este meu presente, contigo minha amada Raquel, para podermos juntos transformar o futuro, transportando os nossos medos e receios para as respostas e certezas de sermos a unidade sentimental e espiritual de nós em um só, no nosso amor.


“O equilíbrio natural dos corpos
A paciência desse teu pulso suave e certo.
O teu rosto que modela a força e a calma
O teu silêncio que marca o timbre da nossa serenidade
A tua terra quieta que ondula o nosso rio da tranquilidade
Fazem esta nossa casa, onde habitamos entre o dia e a noite
Acordando na chama apaixonada de um ventre harmonioso
Onde nos amamos melodicamente entre o agua, o fogo, a terra e o ar.
Somos a chama deste amor que respira no sangue de nossas veias
Somos o corpo vivo desta terra inteira
O nosso mundo, o universo do nosso amor.”

3 comentários:

Anónimo disse...

De todas as leituras que pude acompanhar neste blogue de Zorbas zen, a que hoje li faz-me experimentar um sentimento que não se pode esconder atrás de palavras.E há uma evidência; de repente começa a escrever muito bem. Muito bem mesmo.

Anónimo disse...

Que amor!!! É dificil descrever o sentimento que por aqui se vive,áté parece perfeito, pena não ser sempre assim...ou todas termos o nome de Raquel...mas ainda bem que é assim, e para a Raquel os parabéns pelo poeta que encontrou, ama-o, pois ele pelos vistos ama-te muitoe está contigo, felicidades aos dois, que bem que sabe vir a estas bandas do amor...

Anónimo disse...

Agora sim sou eu....
Já adivinhas-te???
A nossa cama vai finalmente... ter um intruso. E tem barbas.
E já agora a Raquel sou eu?
Era esse o nome que me chamávas nos teus sonhos eróticos.
Estou a brincar...
Um abraço grande e a Raquel é uma mulher cheia de sorte por te ter como seu companheiro.
Parabéns Raquel.