Acredito que cada vez mais vivemos num pseudo-pais, e desculpem-me os mais patriotas, mas este território já não é um pais, mas sim um longo terreno de pseudo-intelectuais que aspiram a serem políticos baseados na estupidez linguística de se falar bem, mas nada se dizer de concreto, dos pseudo-politicos, que se esmiúçam em palavras caras, talvez até pagas com os muitos impostos do nosso povo, para tentarem defender ideias criticas, sim, pois apenas de critica vive este Homem português.
Estamos a viver um momento de eleições autárquicas. Fiquei completamente absorto quando me deparei um dia com as imagens de uma tal Fátima Felgueiras que chegava de umas merecidas férias do Brasil, sim que isto de ser autarca corrupto dá muito trabalho e nada como umas férias num pais tropical ( e amigo, talvez só de alguns). Foi recolhida a um tribunal, em que a peça de teatro foi encenada, e que bem que foi, pela realizável encenadora Juíza, uma tal que tem um nome que ninguém conhece e que toda a gente até já esqueceu, num palco em que apenas entraram as pessoas que juraram total fidelidade à justiça portuguesa…coff, coff….desculpem, mas sempre que falo em justiça em Portugal acontece-me esta irritação na garganta, enfim, coisas de um português com alergias ao seu pseudo-pais. Enfim, e Felgueiras foi palco de uma autêntica arena onde não faltaram os porcos, os bois, os cavalos…mas o que é que estou a dizer, a tratar assim tão mal os animais, eles não tem culpas, enfim estiveram pessoas que não merecem que escreva neste blog os seus reais nomes….mas gostava de partilhar convosco um texto muito rico que recebi ainda hoje, sobre este assunto, então aqui fica….”José estava farto da vida!Um dia resolveu enforcar-se numa árvore. Esta, estava tão seca, que o ramo quebrou.Depois, José atirou-se para a frente de um camião. Nada. Travou a tempo!Tentou com uma pistola. Encravou.Pediu ajuda a um amigo. Este, recusou.Experimentou com veneno. Estava fora do prazo, ganhou uma valente dor de barriga.Estava desesperado! Tinha de encontrar uma solução infalível.Ligou a televisão, estava a começar o noticiário. Foi aí que viu a escuridão ao fim do túnel. Era isso! Não ia falhar!Saiu, entrou no automóvel, e conduziu em direcção ao norte.Ao fim de algum tempo, chegou ao seu destino final. Na praça central de Felgueiras a agitação era geral. José foi-se entranhando na multidão.Quando estava bem no centro, gritou com toda a força que lhe restava:QUERO QUE A FÁTIMA SE F *** !!!
O funeral é amanhã, às 15.30, na igreja do Bonfim do Porto.”
Interessante, não?
Pois, mas vamos seguir…estamos em plena campanha autárquica, e como as autarquias não tem dinheiro, coitadinhas, toca a gastar muito dinheiro nas campanhas, com out-doors incríveis, muitos candidatos, todos amigos do seu amigo, pois uma família fica sempre bem na foto, e mais dinheiro, pois afinal apagar fogos e criar condições para termos equipas especializadas em combate a incêndios custa muito dinheiro, aliás dá muito trabalho e depois, íamos acabar com o negócio do amigo Zé, ou do António, que até precisa de ganhar uns tostões (milhões) com os fogos…um dia ainda vamos ter alguém a defender que os incêndios são bons para Portugal.
Temos os pseudo-politicos, que segundo alguns analistas internacionais, são o obstáculo ao crescimento económico deste país, que vem defenderem tal 25 de Abril que nos deu a liberdade, ou quereriam dizer a libertinagem?...sim, que termos um tal de Francisco Louça a dizer o escarno e mal dizer, até parece uma tal reencarnação de Gil Vicente, desculpe-me esse grande escritor de teatro humorístico com pés a cabeça, mas não desejava ofende-lo…mas esse tal partido Bloco de Esquerda parece-me mais um certo bloco, vindo do leste, que foi completamente desagregado no século passado…enfim, mas dizer mal, sempre dizer mal é costume neste pais, e esse tal Louça fá-lo de uma maneira inteligente, engoliu quando pequeno um dicionário e agora soletra palavras bonitas para não dizer mais do que a simples critica, agora defender ideias sérias, bem estamos em Portugal, lembram-se, aqui nada é sério, por isso vamos defender algo sério???...
Mas hoje fico-me por aqui, dentro de momentos sigo com a parte dois, até já…..mas fiquem ainda com um excerto de um texto do jornal “El Pais” ao nosso pais…
“¿Por qué arde tanto Portugal? Esencialmente, por un ordenamiento caótico de los bosques y del territorio en general. La desintegración del mundo rural en las últimas dos décadas, en buena parte motivada por la integración europea, que acabó con la estructura agrícola lusa, desencadenó un abandono de las tierras de cultivo y de los bosques, que dejaron de ser vistos como rentables (o de ser origen de un suplemento de renta para las familias). Y los jóvenes acabaron por cambiar los pueblos del interior por las zonas urbanas costeras . Un 80% de la población vive en la zona litoral. El resultado es un país rural abandonado, porque el 90% del bosque sigue estando en manos de 400.000 propietarios que, en su mayoría, son dueños de minúsculas parcelas con un tamaño medio de dos hectáreas. En estos terrenos, las autoridades públicas no pueden intervenir. De esta forma, una ordenación del territorio se vuelve muy complicada.
Los incendios han venido a agudizar este ambiente de crisis. "Los fuegos adquieren un valor simbólico de lo que está ocurriendo en varios ámbitos, como si la devastación alcanzara distintos niveles. Ocurren desgracias del mismo tipo en otros países, como España, pero como viven momentos menos críticos, no alcanzan la misma dimensión ni contaminan de esta forma el clima general socio-político. Esencialmente, se ha instalado la sensación de que nuestra tierra es devastada por culpa nuestra, por nuestras negligencias e incompetencias. Y la fatalidad asociada a los incendios acabó por contagiar el pesimismo sobre el futuro de la economía. Es una tragedia nacional por culpa de todos los portugueses y de todos los Gobiernos. Al final, dudamos sobre si tenemos capacidad para dar la vuelta a todo esto", explica José Gil, profesor catedrático de filosofía en la prestigiosa Universidad Nova de Lisboa. En el último año, Gil se ha transformado en un escritor estrella, capaz de destronar el Código da Vinci de los primeros puestos de las listas de ventas de libros con un ensayo sobre la identidad de los portugueses titulado Portugal, el miedo de existir. Otro símbolo del estado de ánimo del país...”

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