Entre o papel e a ponta da caneta existe uma distância visível, dividida em kilómetros completos por uma ansiedade de te tocar, de te sentir, de respirar o ar que é teu, de comer da tua comida, de me deitar em teu leito e ser teu, nem que pelos mesmos momentos que separam o papel da ponta da caneta. As letras desenham frases que me invadem o coração, escrevem uma história que descreve um sentir crepitante dentro do meu ser, que envolve todos os meus pensamentos, todos os meus movimentos, a minha forma de dormir, de me sentar…. Escuto a musica do nosso destino, que questiona um amor petrificado em perguntas, em questões baseadas em passados irrisórios, cheios de dissabores que nos contemplaram uma alma toda ela adormecida pela angustia de se amar, mas afinal os meus olhos agora vêem um destino cruzado no caminho que pisas como ninfa envolvida pelo mais belo odor do paraíso, completa pelo mais belo brilho do horizonte, agora sinto que afinal nem tudo na vida é incompleto e sem sentido, afinal existiam planos concretos para eu viver o amor, o respirar, e me alimentar dele.
Este papel perde-se no espaço da energia destas frases que flúem em fluxos de folhas transpiradas do suor de te amar, no nítido contorno de todo o quadro que envolve os nosso corpos, cheios de um prazer endeusado, fiel ao mais puro dom de se amar.
O vento trouxe-me o perfil do teu ser, e eu lancei-me, qual navegante, num descobrimento cavalgante, abraçando todos os braços de água desse ínfimo oceano de sentimentos que envolvem a tua imagem. Não desejo apagar estórias que te amedrontam, quero apenas mostrar-te a face de uma vida possível, repleta de respostas simplificadas pelo forte bater do acreditar em resoluções sonhadas. Quero mostrar-te que o passado enganou-te, que o que passou ficou nas costas do teu horizonte, e que agora os teus olhos vêem um caminho futuro, asfaltado pela espiral da verdade, de uma honestidade conjunta, de uma sinceridade baseada na nítida transparência de respeito.
És quem és, e eu sou quem sou, e assim seremos, nos nossos papeis deste teatro, que contracenamos no palco do mundo, para que esse mesmo mundo nos possa aplaudir, nos possa ovacionar nas palmas deste nosso amor realizável, sem os dramatismos Shakespearianos. Poetas viram que cantaram este nosso encontro, este cruzar de vidas, filósofos cantaram nossas vidas conjuntas e pensadores se admiraram com a descoberta
da perfeição do amor, pintado no quadro de nossas vidas. E todos eles escreveram o teu nome, esse belo nome de Raquel, envolvidos num Ataíde repleto de energia, e banalmente sentirão a inveja de me verem a teu lado…e eu o orgulho de estar junto a ti, amando-te assim…perfeitamente sentindo.
“ Próximo da folhagem dos teus cabelos
Sinto a sua doce e suave coloração
Todas as tuas estruturas são simplesmente magistrais
E o teu silêncio é o toque dos Deuses na perfeição da terra
Já sem as fronteiras da distância, sinto o teu corpo
Navego no tranquilo rio do teu amor
E permaneço intransponível no teu leito
Sentindo todos os aromas silvestres da tua límpida cama
As palavras perdem-se no tempo, e deslizam em nossas línguas
Deliciando-nos com as letras do amor
As nossas superfícies encontram-se tão serenas
Que até os fantasmas se espantam e esmorecem-se nas paredes dos nossos corpos
Sinto que me orientas em teu sentido
Deixa-me perder em ti,
Deixa que a palpitação de meus braços se afoguem em todo o teu ser
E deixa-me ficar, sem que haja um fim, apenas e sempre um principio
Um inicio de tudo, no seu todo.
Quero amar-te Raquel, minha doce mulher
Chamar-te de amor pelas manhãs de Primavera
Clamar pelo teu carinho nas ternas tardes de Outono
Aquecer-me no teu peito nas frias noites de Inverno.
Oh mulher de nome Raquel,
A vida é um encanto que me encantou com os teus olhos
Que me enfeitiçou com o teu sorriso
Que me ressuscitou com o teu ser.
Agora, deixa que a vida simplesmente nos deixe amar.”
Raquel, minha doce Raquel, com muito amor te ofereço estas palavras.

2 comentários:
É a segunda vez que venho a este blog, e se gostei de vir a primeira, quero desde já dizer, que adorei vir a segunda...permita-me o autor, deduzo pelas emoções que por aqui estão patentes,mas estou arrepiada com as palavras para essa pessoa a quem a vida escolheu para lhe fecundar a sorte de ser assim tão amada....quem me dera viver tal romantismo, parabéns doce mulher, palavras do autor, pois a vida trouxe-te um presente, um optimo presente, pois a vida trouxe-te o amor, e o que pode haver de melhor senão o próprio amor. As frases são um encanto para todos aqueles que as leem, mas sem duvida que serão a verdadeira melodia para vós, o autor e a sua doce donzela de nome Raquel...sinto-me de novo com inveja, permite-me Raquel ,se leres estas palavras, mas é uma inveja de quem se delicia apenas com as letras desse teu poeta, que é só teu e goza-o bem miuda. Parabéns e felicidades aos dois.
E já agora, zorbaszen, parabéns, escreves muito bem...muito bem mesmo, que poeta, que beleza interior, estou apaixonada, no bom sentido, pela tua escrita.
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