
Acabo de chegar de ver o filme espanhol "Mar Adentro"...
Falar de vida pode ser por vezes irónico...podemos ter um ser a nascer, buscando uma luz, um grito de alegria por tocar esse sentimento máximo que dá pelo nome de vida, outros buscam fechar as portas ao sofrimento, ao vazio que lhes trouxe esse mesmo sentimento, através de infortúnios, de cortes radicais nos seus caminhos, parecendo que o rio que os leva foi subitamente obrigado e desviado para outro carreiro, um de escuridão, um daqueles onde apenas o vazio de não sermos ninguem impera....
Este filme é altamente aconselhável, pois é uma maneira de percebemos a parábola que é a vida, e para reflectirmos sobre os sinais que pessoas como Ramon Sanpedro e outros mais nos podem trazer como verdadeiros simbolos de vida, de amor, de vontade de amar, de se ser alguém...fica-me na retina deste filme uma passagem, Ramon é transportado para o tribunal numa carrinha, e durante o trajecto ele observa as pessoas que caminham, ( ele é tetraplégico), que correm, que brincam, que namoram, que movem as pernas....esse olhar é um olhar humano!
" Se não andas cá para viver, o que fazes aqui então?" Orson Welles.

1 comentário:
Há duas maneiras de responder à questão : ou és prosélito e mostras um caminho completamente novo e que provoque um despertar para a vida, ou és uma pessoa comum, vulgar, farisaica, e olhas para o lado seguindo o teu caminho de ritos vazios e mortos.
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