quinta-feira, abril 14, 2005
APENAS UMA CIDADE, NUMA VIAGEM!
As ruas pareciam desenhar um ambiente de calmia, uma serenidade constante. Passeava por entre as esquinas, pensando nos aromas nocturnos que se esbatiam na leve brisa, caminhava através de uma calçada desgastada pela erosão pedestre. O fresco da noitada era claro, arrefecia os ossos, e refrescava os pensamentos. Parou junto a uma montra que ornamentada por uma série de objectos e posters, implicava uma fusão de sonhos e destinos. O seu corpo, estático, manteve-se imóvel durante segundos, parecendo viagar numa constante vertigem, sob montanhas pintadas de neve, vales com rabiscos de pureza, praias comtenpladas por fragancias maritimas. Sentiu-se um pouco mais feliz, por saber apenas que o mundo não acabava ali, naquela cidade vazia, de estranhos sabores, de encontros desencontrados, de luzes fuscas e janelas apagadas, uma cidade fria, vazia de mentalidades, sabia que afinal a vida não se esgotava ali, mas sim começava ali!

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